quinta-feira, 17 de maio de 2018

Apito surdo

Enquanto são pontapeados pela imprensa, pelo poder político, pelas autoridades, pelos rivais da 2C, talvez os adeptos do Sporting tirem uma lição importante de tudo isto.

Foi o julgamento sumário que nos revoltou durante o Apito Dourado. A perseguição cega e sem direito a contraditório, na qual vocês participaram, que condenou o FC Porto e o Norte ainda antes dos tribunais se pronunciarem.

Nenhum adepto lúcido do FC Porto nega o Apito Dourado. Ouvimos as escutas, lemos os autos. Sabemos o que significa fruta e café com leite. Não sofremos de negacionismo e sabemos o que custa ver um presidente que vos deu tudo dar-vos também o que nunca pediram.

Mas isso não significa que a verdade não possa ser maquilhada, adulterada para parecer uma ilha. O bolo da vossa eventual corrupção, tal como o nosso há dez anos, tem ingredientes a mais. E é assim que ele será vendido ao público. Pelos mesmos que não coíbem de mascarar a gravidade do que se passa do outro lado da estrada, os co-autores do apito surdo.

Essa revolta interior para com a diferença de tratamento não é nova para nós. Passámos pelo mesmo. Fomos espezinhados quando só pedíamos que a investigação fosse justa e estendida a todos os suspeitos. Não foi.

2018 ensina-vos uma coisa que nós já aprendemos há uma década. Só há um clube em Portugal cuja maioria dos adeptos prefere comer o hambúrguer sem saber de que ele é feito. Agora, vocês sabem qual é.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Bola na mão ou mão na bola


A história de corrupção no Andebol, que o CM chama hoje à capa, é demasiado complexa para ser inventada e demasiado grave para ser um mero exercício de difamação ou perseguição. Contudo, provém de um órgão de comunicação social suspeito e pouco fidedigno, que já se prestou no passado a comportamentos meretrícios a certos players do nosso futebol.

É também um exemplo claro da diferença de tratamento que a imprensa dá aos casos de corrupção, uma vez mais atendendo aos intervenientes. Em apenas algumas horas, o alegado esquema de corrupção montado pelo Sporting no andebol já teve mais eco do que os terabytes de emails que saem quase semanalmente sobre o alegado esquema de corrupção do Benfica no futebol. Um pouco à semelhança das denúncias anónimas sobre alegados subornos do FC Porto, cuja sustentação era precária mas às quais foram dedicados rios de tinta até se esgotar a racionalidade.

Subitamente, o conteúdo de uma mensagem deixa de ser acessório e volta a ser essencial e os jornalistas focam-se no quadro e não na moldura, enquanto publicam manifestos de lucidez e ortodoxia sobre a profissão.

A história, em si, é extremamente (talvez até demasiado) suculenta, directa e envolve um cardápio de personagens com motivações, no mínimo, estranhas. Um sportinguista arrependido, um empresário ligado às malas mafiosas do futebol que publicitou a história antecipadamente, um director de futebol que supostamente geria tudo sem aparecer e árbitros com demasiado à-vontade para compactuar com estas práticas. À primeira vista, há vários ingredientes típicos de orquestração nisto. Não se exclui que tudo isto seja uma tentativa cirúrgica de capitalizar a crise em Alvalade, sobretudo quando ainda há um título nacional para ganhar.

Por outro lado, a revelação é sustentada com áudios reveladores, que indiciam a existência de algo mais substancial. Vale o que vale. O silêncio da SAD do Sporting, que demorou mais horas a reagir do que devia, também não é muito abonatório para quem quer desacreditar esta história. E o facto de o Sporting ser presidido por uma figura imprevisível, polémica e feita de material ainda desconhecido não ajuda.

A verdade é que, na época das alegações (2016/17), o Benfica x FC Porto da penúltima jornada do campeonato foi um dos maiores assaltos ao dragão de que há memória na modalidade, com uma partida carregada de erros técnicos, que o FC Porto contestou e a Federação nunca quis explicar. Para quem não acompanha a modalidade, se quiser traçar um bom paralelo, recorde o que aconteceu à equipa de futebol do FC Porto na Feira. Não foi muito diferente.

Não sei se estamos perante um caso de corrupção activa ou uma narrativa cirurgicamente adaptada aos acontecimentos. De qualquer forma, a PGR já confirmou que o DIAP do Porto está a investigar o caso e, com o descuido brutal com que o alegado esquema terá sido desenvolvido, se ele tiver existido, facilmente será exposto e desmontado.

Avaliar se é bola na mão ou mão na bola é da competência das autoridades. Em todo o caso, o grande prejudicado no final será sempre o mesmo: o FC Porto.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Porto seguro

Nunca houve dias perfeitos. Pelo menos para nós, portistas. Nem aqueles em que vencemos, porque as vitórias são o caminho, não o destino. Somos capitalistas no sucesso. Há sempre mais qualquer coisa para ganhar. Passámos tantos anos a codificar esta natureza de insatisfação permanente nos nossos genes que já não nos é possível beber e cair sem pensar na campanha seguinte.

Ainda mal empossados como campeões e já a mente navega em conquistas que ainda não aconteceram, temporais que nos aguardam, noites em que voltaremos a ser nós contra tudo e todos. Ser portista é obedecer a um ritmo de vida alucinante, exigente, cada vez mais desgastante. É perseguir a diferença, ter a vontade demolidora de polarizar o mundo, desafiar convenções, centrifugar a ordem decretada das coisas. E tirar prazer disso.

Perdi a conta ao tempo que passou desde a última vez que senti o aroma a terra ensopada. Foram muitos meses exilado na nau, agarrado às cordas, à madeira empobrecida, a vaguear no princípio da incerteza sem saber se haveria futuro. Não fui convidado, entrei à socapa na barca, num dos mil buracos que todos lhe apontavam antes de partir.

E ela aparentava ser frágil, despida, condenada desde o berço, feita de sobras, troncos e escombros. Mas fintou as expectativas e voou e voou e continuou a voar na trama dos retalhos que fingiam ser velas. E que, com o tempo, se tornaram velas.

Marega, por exemplo, esse empecilho que só servia para caricaturar uma política de contratações anedótica virou o escárnio contra os escarnecedores e transformou-se no piloto da equipa, o astrolábio inesperado que vectorizou o jogo do FC Porto. O maliano foi a figura de proa deste colectivo e os números estão com ele. Enquanto esteve presente, o FC Porto ganhou quase todos os jogos e esteve sempre em primeiro lugar. Quando se lesionou, em março, após a vitória crucial sobre o Sporting, na tangente de um ciclo que se considerava o mais abrasivo da época para o FC Porto, os seus colegas perderam o norte em campo, o conforto da referência que só reencontraram após o regresso de Marega em bom tempo, antes da Luz. Marega não nasceu para jogar futebol e ele sabe-o, ninguém precisa de lho dizer. Mas encontrou a sua essência no acessório, no físico, não no técnico, tirando partido das suas características para arrastar o jogo do FC Porto para a frente. Foi ele quem segurou o barco muitas vezes, quando choviam bolas inconsequentes à procura de um toque de fé. Não é o futebol mais bonito que tivemos, mas foi eficaz. Sobretudo, porque Marega estava lá.

O capitão Herrera foi o último a descer do barco quando aportámos. Fez questão de olhar para trás e deitar um último olhar sobre o imenso mar azul. Foi Herrera quem nos ensinou a não desistir. Que nos demonstrou que o erro não nos condena. Somos nós próprios que nos condenamos por errar. Foi Herrera que nos relembrou a esquizofrenia do futebol, a dança frenética entre a besta e o bestial. Foi Herrera que elevou o símbolo onde muitos elevariam o nome. Herrera foi o gerente de campo, um capitão silencioso mas sensato, que redescobriu a vontade de jogar de futebol com a função certa. Herrera não é bombeiro, nem sapador, nem maestro nem artista. Herrera não cabe no futebol académico, no jogo teórico, mas também não é difícil de compreender. É um médio com atitude e amplitude, liderança na voz e no pé, que joga em linhas rectas. Herrera é o transportador que procura encurtar distâncias sem forçar a bola a fazer desvios. Joga simples e sem merdas. Como o seu pontapé na Luz. O capitão abateu o polvo quando o polvo já fugia. E quando já nenhum de nós acreditava.

A experiência não abundava no convés quando içámos as primeiras velas e navegamos os primeiros mares. Mas havia Iker, uma lenda do Atlântico que fez história e depois tornou-se a própria História. Entre nós, havia quem lhe chamasse santo. Talvez porque Iker era a forma mais aproximada que tínhamos de tocar o céu e pedir intervenção divina quando a barca ameaçava ceder. E a verdade é que as luvas abençoadas de Iker nunca falharam quando mais precisámos. Quando toda a gente desistia de segurar a nau e assistia impotente à inevitabilidade do destino que Iker se encarregava de desmentir. Como naquele paradón no Dragão, contra o Sporting, em que Montero tinha mil formas de nos desfazer e Iker apenas uma de nos salvar. E hoje aqui estamos, vivos, graças ao santo que largou o conforto do Éden para se aventurar connosco neste cemitério andante.

A convicção de Brahimi é algo que dificilmente esquecerei. Foi, desde cedo, o que mais queria vencer. Atravessou connosco um deserto de títulos e ideias e, tal como nós, também chegou a morrer na praia antes de tentar uma última vez. Ele sabia que esta seria a última vez. Quando o polvo atacou na Feira, Brahimi subiu mais alto e viu no horizonte a vitória final. É um navegador louco. Desatou os nós mais intrincados e brindou-nos com as manobras mais elegantes que vamos ver em muito tempo. Consola-me saber que poderei revisitar a sua magistralidade individual, finalmente apurada para o colectivo, e a sintonia cega com Alex Telles, criando a bombordo uma orquestra de luxo que vai continuar a ecoar por muitos anos.

E tudo isto aconteceu porque encontrámos a peça que faltava para redimir o conjunto. Sérgio Conceição, o homem do leme, a quem tentaram prender, impor uma fé. É fundamental ser bom estratega para vencer uma batalha. Mas não é possível vencer uma guerra sem coragem nem inteligência emocional. Conceição teve tudo isto, nos momentos certos. Tentou, errou, aprendeu, acertou. Foi humilde. Contrariou os profetas da raiva. Geriu o descontrolo e a adversidade com um brilhantismo incrível. Mas o que mais admirei nesta viagem foi a forma como Conceição adaptou o barco aos homens, quando toda a gente faria o contrário, invertendo a lógica dominante e arriscando uma ideia audacioso mas francamente lúcida. Só hoje sinto o aroma a terra ensopada ao comandante agradeço. Fomos gigantes no mar da Galileia.

Mas não há dias perfeitos. O polvo feriu mas não morreu. Já refeito, começo a caminhar em direcção às primeiras cabanas da praia, onde espero encontrar um lugar para comer e dormir. Enquanto caminho, penso no que fica por fazer. Naturalmente insatisfeito, porque é só um título nacional. Ser portista fez-me assim.

The Storm on the Sea of Galilee | 1633, Rembrandt

segunda-feira, 12 de março de 2018

Paços de Ferreira 1 x 0 FC Porto | Trivelas & Roscas

foto fcporto.pt

É extremamente irritante perder, seja de que forma for. E tentar imaginar mil cenários onde a derrota não aconteceria é uma quadratura do círculo que nada acrescenta a esta segunda-feira cinzenta. A verdade é que o FC Porto tombou num jogo com mais armadilhas do que a casa dos McCallister. A um relvado que parecia o festival do caldo verde, some-se as limitações da equipa, privada de quatro elementos fundamentais, a arbitragem a cargo de uma task force destacada pelo gabinete de crise, a má forma de alguns jogadores e um plano de jogo discutível por parte de Sérgio Conceição e temos a fórmula do "se tudo correr bem vai dar merda". E deu. Mas acima de tudo por dois factores que não estavam na brochura. A incapacidade do treinador em ler a partida e o anti-jogo do adversário que, sendo expectável, roçou um nível grotesco, atestado pela falcatrua do guarda-redes pacense quando se lançou na poça da vergonha derrubado apenas pela própria indecência. Vamos a notas.


Ricardo: Ontem, pouca gente fez um jogo conseguido. E mesmo os que escaparam à mediocridade não ultrapassaram o aceitável. Um deles foi Ricardo, que na primeira parte foi dos poucos que conseguiu conduzir a bola sem parecer que estava a limpar a água do quintal. Teve algumas incursões promissoras que acabaram quase sempre na leitura contracíclica de Aboubakar, na teimosia de Waris em bater a melhor marca pessoal nos 100 metros ou na incapacidade Corona em jogar com um bocadinho mais de humidade. Foi um dos dois ou três que assistiram às enfadonhas aulas de "Física do Futebol: O Comportamento da Bola em Relva Molhada" porque percebeu cedo que 98% dos passes longos para a corrida de X ou Y iam acabar com a bola a acelerar pela linha de fundo. Mas pronto, não chegou.


Sérgio Conceição: Nem melhor treinador do FC Porto nos últimos anos está imune à crítica. Não pode estar, porque também é humano, também erra. Ontem, Conceição falhou em toda a linha, desde o planeamento à execução. Desde logo porque a titularidade de André André só foi novidade para quem não lê jornais. E isso deixa-me exasperado porque me faz pensar que há toupeiras a cavar buracos onde não devem. Depois porque Conceição parece não ter um plano B para equipas que tenham muito pouca vontade de jogar à bola. O treinador do FC Porto quis desde o momento zero agarrar o jogo pelo meio-campo mas errou no casting, tendo demorado demasiado tempo a corrigi-lo. Por fim, não consigo perceber como Hernâni passa à frente de Paulinho ou Óliver, quando voltou a provar pela 3419ª vez que não traz rigorosamente nada de valor ao jogo. Agora, o que é realmente absurdo é este estranho fenómeno dos adeptos portistas de venerar tudo na vitória e espancar a eito na derrota. Termino como comecei porque para mim nunca houve dúvidas: Sérgio Conceição é o melhor treinador do FC Porto dos últimos anos. E vai continuar a sê-lo.

André André: Jogo horrível, provavelmente o pior que o vi fazer com a camisola do FC Porto. Todas as suas ações com bola, na primeira parte, foram praticamente nulas. Falhou todos os seus remates, cruzamentos, dribles e duelos aéreos, segundo uma estatística do Goalpoint publicada pouco antes do intervalo, o que demonstra bem o contributo que (não) deu ao colectivo. Também é verdade que não mereceu grande apoio de Sérgio Oliveira e foi forçado a assumir quase sempre sozinho as disputas pelas segunda bola, sem grande rede de segurança, pois nem Brahimi nem Corona nem Waris foram eficazes do ponto de vista posicional no primeiro tempo. Contudo, a surpreendente aposta de Sérgio Conceição para cadenciar o jogo saiu furada. A oscilar entre a hesitação e a precipitação, André André foi sempre um pêndulo descompassado que só agravou com o cronómetro. Mas a responsabilidade de ter ficado mais de uma hora em campo nessas condições não lhe pode ser imputada.

Penalties: Não me venham com cruzes nem credos. O FC Porto tem um índice de aproveitamento de penalties demasiado baixo para grande equipa e por detrás deste número tem de existir uma explicação racional. Não se treinam, não se estudam, não se trabalha o factor psicológico? O que acontece aos jogadores do FC Porto na hora do castigo máximo? Sérgio Conceição tem de responder (para dentro) a estas perguntas e resolver de uma vez por todas esta afta que cada vez mais problemática e arde como cornos na hora de morder o lábio. Posto isto, resta-me falar do episódio Sérgio Oliveira/Brahimi. Não me choca que o médio português Sérgio Oliveira tenha delegado o compromisso ao colega. Se não se sente confiante para assumir é perfeitamente aceitável que encarregue alguém que demonstre maior disponibilidade anímica. Chateia-me é ficar sempre com a ideia de que estamos a transformar a maior oportunidade de golo do futebol num complexo.

sábado, 10 de março de 2018

A estratégia do ruído


A notícia do Expresso de hoje vem confirmar a suspeita que gravita há muito sobre o universo benfiquista.

Não foi coincidência a mudança de estratégia por parte do Ministério da Propaganda lampiânica nas últimas semanas. O silêncio ensurdecedor deu lugar a uma overdose de ruído, que viajou desde as suspeitas sobre o Estoril x FC Porto ao novo treinador do Sporting. O objectivo? Tentar abafar o impacto iminente da detenção de Paulo Gonçalves.

Alguém acredita que um clube que condiciona e manipula dezenas de organismos nacionais, de tribunais a televisões, e que gere uma rede de toupeiras com acesso privilegiado a informação judicial, não soube antecipadamente da operação de detenção?

A injeção maciça de contrainformação promovida pelo Benfica não é nova. É impossível ignorar os paralelismos entre a denúncia anónima do Estoril x FC Porto e o alegado jantar entre Pinto da Costa e o árbitro Björn Kuipers, em 2011, uma fantasia que também foi alvo de denúncia fantasma no DIAP e ampliada pelos jornais, sem qualquer prova factual que a consubstanciasse.

O modus operandi é o mesmo. O vírus é plantado nas autoridades por alguém ligado ao Benfica e disseminado publicamente com a ajuda das habituais caixas de ressonância encarnada, como o jornal Abola, que lhe dá uma roupagem legítima e o coloca no topo da agenda pública. A história de suborno no Estoril x Porto é tão artificial que quem a noticiou sentiu necessidade de se justificar. Por fim, os opinion makers avençados e o resto dos peões pro-bono da propaganda encarnada levam ao limite a velha máxima de Joseph Goebbels, repetindo a mentira mil vezes até ela se tornar verdade.

Vejamos a denúncia do jogo do FC Porto. Uma acusação com fundações de papel, fruto de extrapolações altamente sugestionadas, que podem ser aplicadas a qualquer equipa em qualquer momento do campeonato. É a interpretação low cost dos factos. O sofisma do carro com vidros fumados, que se tem vidros fumados é porque esconde alguma coisa.

Nem o Estoril foi a única equipa portuguesa a receber pagamentos do FC Porto naquela altura, nem o FC Porto é o único clube a pagar dívidas a equipas da mesma liga em datas próximas dos jogos. Mas corrupção no Porto era a história que os adeptos do Benfica queriam ouvir, sobretudo num momento como este.

Enquanto foi vivo, o caso foi raspado até ao osso nas távolas redondas da comunicação social, levando o FC Porto a fazer o que na Luz ninguém faz: explicar com clareza e transparência, por via oficial, as operações financeiras que manteve com o Estoril.

O propósito final da propaganda encarnada foi alcançado: criar uma cortina de fumo para o que aí vinha. As visitas de Luís Filipe Vieira ao Campus da Justiça no âmbito da Operação Lex e a detenção iminente de Paulo Gonçalves. Pelo meio, atingir o mérito e a estabilidade do FC Porto foi só um bónus, nunca a principal directriz.

A detenção de Paulo Gonçalves só apanhou de surpresa os rivais. Porque na Luz continua a viver-se dez anos à frente. Das consequências, sobretudo.